// Colo
Abrigo, que me guarda, que me cuida, que cala meus incômodos mais barulhentos
Colo teu que aquece, o frio mais inerente das minhas inseguranças fúnebres
Peito que rasga minhas dores tão facilmente como se fossem nada, na surdina, na calada
Não te fiz de abrigo por necessidade, logo eu mulher livre fazer de alguém aconchego não estava em nenhum dos meus planos nem nos meus mais bolados roteiros
Despejei todos os meus fardos pra fora, me despi das minhas próprias palavras quando me encontrei em um abraço feito casa, logo eu que tive duas, decidi em ti fazer morada.
Teu abraço me desmonta, me desmorona, me deixa calma, com todas as minhas turbulências, ele me relaxa
Eu já tinha ouvido falar de abraços que curam até as mais internas feridas, encontrei nesse teu colo todas as respostas das minhas insistentes perguntas indefinidas
não imaginava que teu colo era a cura das minhas feridas
Toco teu corpo com raiva, de tanto tesão, te deixo marcas e com a luz ainda desligada, me jogo nos teus braços, aliviada, e juro que não tem poesia mais bem escrita pela vida do que a nossa conexão de alma
Colo teu que aquece, o frio mais inerente das minhas inseguranças fúnebres
Peito que rasga minhas dores tão facilmente como se fossem nada, na surdina, na calada
Não te fiz de abrigo por necessidade, logo eu mulher livre fazer de alguém aconchego não estava em nenhum dos meus planos nem nos meus mais bolados roteiros
Despejei todos os meus fardos pra fora, me despi das minhas próprias palavras quando me encontrei em um abraço feito casa, logo eu que tive duas, decidi em ti fazer morada.
Teu abraço me desmonta, me desmorona, me deixa calma, com todas as minhas turbulências, ele me relaxa
Eu já tinha ouvido falar de abraços que curam até as mais internas feridas, encontrei nesse teu colo todas as respostas das minhas insistentes perguntas indefinidas
não imaginava que teu colo era a cura das minhas feridas
Toco teu corpo com raiva, de tanto tesão, te deixo marcas e com a luz ainda desligada, me jogo nos teus braços, aliviada, e juro que não tem poesia mais bem escrita pela vida do que a nossa conexão de alma
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