// 5 de julho
Dias 5 de julho é sempre um mar de sentimentos oscilando desde quando acordo até o meu dormir...
Era dia 5 de julho, nós estávamos na faculdade
eu vestia xadrez, ela vestia preto.
nós íamos gravar um comercial pra faculdade
eu tinha 19 anos, ela tinha 19 também
eu tava nervosa
e pra "melhorar"
me botam pra gravar com ela
eu odeio confessar que fiquei sem graça
mas eu tava uma pilha
só queria que acabasse logo pra ir pra uma festa que eu havia marcado com meus amigos
Depois de gravarmos, fomos pra fora da sala conversar sobre a festa
Quem teve a ideia de chamar ela?
(é claro que eu queria que ela fosse, quem eu quero enganar?)
estávamos conversando e chamando ela pra ir junto
foi bem natural
(eu tinha planejado levar ela pra festa do dia 7 na verdade)
(eu tinha planejado levar ela pra festa do dia 7 na verdade)
fiz de tudo pra ela ir, de um jeito subliminar mas fiz.
fomos pra rua, num comercio, paguei um micos pra ela
(e pedi meu troco, óbvio...)
eu NUNCA tinha sentido essas coisas por ninguém.
como lhe dar com coisas que você nunca sentiu antes?
(entendem agora?)
meu amigo chega...
fomos ao supermercado comprar bebidas
e eu tava tão pilhada que eu não parava de passar pó compacto na minha cara
(eu realmente tava uma pilha, de verdade)
depois meu pó caiu no chão e quebrou e não tinha absolutamente nada que eu pudesse fazer pra disfarçar essa tal pilha - em sua forma subjetiva - em que eu me encontrava.
chegamos à festa
eu não parava de encher o saco dela
(esse era o meu jeito de chegar na pessoa que eu queria beijar, sem dar em cima, mas sem sair de perto, e concordo que não tinha forma pior...)
conversa vai, discussão vem
ela foi ao banheiro
e eu, óbvio, fui atras
(eu tava louca pra beijar ela e não sabia como conseguir isso)
e eis que ela sai do banheiro
e a gente se beija
é...
é engraçado eu lembrar disso e me lembrar tão bem de como eu me senti
eu juro que eu senti o mudo rodar
eu não sei se é porque eu estava sob efeito de álcool
mas eu juro que eu senti o planeta rodar
o meu coração parecia uma escola de samba
o meu corpo ficou fraco
mais do que conseguir o que eu queria
eu senti coisas que até hoje eu não consigo descrever
foi aquele glorioso momento em que a pilha parou de funcionar
e eu fiquei leve feito uma nuvem
na verdade, foi como se eu tivesse ido ao céu...
eu fiquei impactada demais
em um curto momento eu esqueci como funcionava as minhas pernas
(sem exagero, eu realmente senti todas essas coisas)
depois a festa continuou rolando
beijei outras bocas, ela também
(senti ciúmes, confesso)
e depois eu e ela nos beijamos mais
- Não beija mais ele
Exclama o meu eu lírico ciumento quando ela ia beijar um amigo de novo
(eu fingi - muito mal - que o ciúme era dele)
- E você, eu posso beijar então?
Ela responde.
- Sim
Eu não nego...
E nos beijamos o resto da noite
até irmos pra praça depois da festa
e ficarmos igual um casal
eu olho pro lado
meus amigos rindo com o olho brilhando
(naquela noite, depois de chamarmos ela pra festa, eu liguei pro meu amigo falando pra ele não demorar que ela ia com a gente, e ele já sabia o quanto eu queria ficar com ela, logo, ele ficou feliz por mim no fim da noite)
Éramos nós duas, sentada na grama suja da praça, se beijando durante a madrugada
(os meus olhos enchem d'água relembrando isso, foi a melhor sensação que eu poderia sentir no momento)
e eu queria tanto ter ficado a madrugada inteira alí
mas eu tinha que estar em casa 23:00
e já era 3:00 da manhã
pedi pro meu amigo me levar pra casa
e ele levou todo mundo embora
depois me deixou em casa por ultimo
e veio conversando comigo sobre eu ter conseguido o que eu tanto queria
me deixou em casa
entrei devagar pra não acordar meus avós
e me joguei na cama
completamente paralisada
extremamente realizada
sentindo algo puro e único
eu parecia o coringa com um sorrio estranho no rosto...
tive, logo depois, o melhor sono da vida...
e ali, deu inicio, na historia de amor mais louca, esquisita, intensa e verdadeira...
(essa é a história do dia 5 de julho e o motivo das oscilações que eu sinto... Dia 5 de julho eu soube, pela primeira vez, o que era sentir "inicio de amor" por alguém, e eu guardo, tão bem detalhado, na minha memória coisas que talvez tempo nenhum apague. Hoje faz exatos 3 anos desde que isso aconteceu, é, de lá pra cá tanta coisa aconteceu, mudaram-se as estações, mudou o dia pra noite, mudou até o endereço, mas nunca mudou o que eu senti e sinto.)
Dia 5 de julho de 2017.
meu amigo chega...
fomos ao supermercado comprar bebidas
e eu tava tão pilhada que eu não parava de passar pó compacto na minha cara
(eu realmente tava uma pilha, de verdade)
depois meu pó caiu no chão e quebrou e não tinha absolutamente nada que eu pudesse fazer pra disfarçar essa tal pilha - em sua forma subjetiva - em que eu me encontrava.
chegamos à festa
eu não parava de encher o saco dela
(esse era o meu jeito de chegar na pessoa que eu queria beijar, sem dar em cima, mas sem sair de perto, e concordo que não tinha forma pior...)
conversa vai, discussão vem
ela foi ao banheiro
e eu, óbvio, fui atras
(eu tava louca pra beijar ela e não sabia como conseguir isso)
e eis que ela sai do banheiro
e a gente se beija
é...
é engraçado eu lembrar disso e me lembrar tão bem de como eu me senti
eu juro que eu senti o mudo rodar
eu não sei se é porque eu estava sob efeito de álcool
mas eu juro que eu senti o planeta rodar
o meu coração parecia uma escola de samba
o meu corpo ficou fraco
mais do que conseguir o que eu queria
eu senti coisas que até hoje eu não consigo descrever
foi aquele glorioso momento em que a pilha parou de funcionar
e eu fiquei leve feito uma nuvem
na verdade, foi como se eu tivesse ido ao céu...
eu fiquei impactada demais
em um curto momento eu esqueci como funcionava as minhas pernas
(sem exagero, eu realmente senti todas essas coisas)
depois a festa continuou rolando
beijei outras bocas, ela também
(senti ciúmes, confesso)
e depois eu e ela nos beijamos mais
- Não beija mais ele
Exclama o meu eu lírico ciumento quando ela ia beijar um amigo de novo
(eu fingi - muito mal - que o ciúme era dele)
- E você, eu posso beijar então?
Ela responde.
- Sim
Eu não nego...
E nos beijamos o resto da noite
até irmos pra praça depois da festa
e ficarmos igual um casal
eu olho pro lado
meus amigos rindo com o olho brilhando
(naquela noite, depois de chamarmos ela pra festa, eu liguei pro meu amigo falando pra ele não demorar que ela ia com a gente, e ele já sabia o quanto eu queria ficar com ela, logo, ele ficou feliz por mim no fim da noite)
Éramos nós duas, sentada na grama suja da praça, se beijando durante a madrugada
(os meus olhos enchem d'água relembrando isso, foi a melhor sensação que eu poderia sentir no momento)
e eu queria tanto ter ficado a madrugada inteira alí
mas eu tinha que estar em casa 23:00
e já era 3:00 da manhã
pedi pro meu amigo me levar pra casa
e ele levou todo mundo embora
depois me deixou em casa por ultimo
e veio conversando comigo sobre eu ter conseguido o que eu tanto queria
me deixou em casa
entrei devagar pra não acordar meus avós
e me joguei na cama
completamente paralisada
extremamente realizada
sentindo algo puro e único
eu parecia o coringa com um sorrio estranho no rosto...
tive, logo depois, o melhor sono da vida...
e ali, deu inicio, na historia de amor mais louca, esquisita, intensa e verdadeira...
(essa é a história do dia 5 de julho e o motivo das oscilações que eu sinto... Dia 5 de julho eu soube, pela primeira vez, o que era sentir "inicio de amor" por alguém, e eu guardo, tão bem detalhado, na minha memória coisas que talvez tempo nenhum apague. Hoje faz exatos 3 anos desde que isso aconteceu, é, de lá pra cá tanta coisa aconteceu, mudaram-se as estações, mudou o dia pra noite, mudou até o endereço, mas nunca mudou o que eu senti e sinto.)
Dia 5 de julho de 2017.
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