// Sobre dores, experiências e ensinamentos - que não ensinam -
Tendo a vida como uma escola, além de aprender algumas boas coisas
senti algumas outras não tão boas assim...
Já senti o gosto da traição de um amigo que eu amava, e nesse dia,
doeu centenas de anos de dor em um único peito, depois passou, mas
senti novamente a traição vindo de quem eu amava, e doeu como se
não tivesse doído antes, apesar de já ter sentido, a gente sempre sofre
como se fosse novo, e quantas vezes tiver que ser, será, e diferente.
Já vi sonhos meus serem completamente anulados por irresponsabilidades
únicas e exclusivamente minhas; Nada eu poderia fazer se não chorar,
e assim como a traição de amigos, não só uma vez senti o amargo
das consequências dos meus atos, várias vezes vi de perto o peso
que era carregar as minhas próprias falhas, e honestamente,
achei que não pudesse sentir nada mais incômodo...
Eis que... Já tive o desprazer de ver um sonho quase
desmoronar sobre a minha vida por inconsequência alheia,
é, exatamente, por uma culpa que eu não poderia carregar,
de longe - e de perto - uma das maiores dores que já senti,
e quando falo em dor, não propriamente chorar e me sentir mal,
mas de perder noites de sono imaginando o que seria da minha
vida daqui pra frente, por sorte, essa volta por cima se tornou
uma das boas sensações que senti. Consegui reverter,
mas a dor que eu senti em relação a isso jamais vai ser dessentida,
como aprendizado (que não me ensinou porra nenhuma), espero
que nunca mais aconteça algo igual.
Ja perdi um ídolo, um não, dois... Em um curto intervalo de 4 anos,
foi dolorido, foi esquisito, e como de costume, mais de uma vez
senti esse sentimento ruim, de formas completamente diferentes,
e eu sei que se eu sentir de novo, vai doer como se jamais tivesse doído...
Namorei uma pessoa uma vez - daqueles relacionamentos que tudo
foge completamente do nosso controle - e por durante 4 anos, vi ela ir
embora e voltar bem mais que duas vezes, como de costume, e quando
eu falo bem mais de duas vezes, me refiro a umas 385 vezes, e eu poderia
ter experiência suficiente pra não sentir mais nada as vezes que ela fosse
embora, mas é exatamente sobre isso, como pode doer tanto uma coisa
que eu ja vivi 385 vezes? Todas as vezes são tão doloridas...
Há coisas na vida que nada nem ninguém explica,
a dor da saudade é de longe uma das piores dores que alguém pode sentir,
seja de alguém, seja de algo. Talvez na partida Nº 386 eu já me acostume,
mas isso nunca vai acontecer porque sempre vai doer como se fosse novo,
a saudade, a falta do abraço, o vazio deixado... Como se eu nunca tivesse
vivido isso 385 vezes. E sabe, a saudade é de longe a pior delas...
Rasga o peito, aperta o coração, tira o fôlego, e deixa uma sensação de
"as coisas poderiam ter sido diferentes...", várias dúvidas, perguntas
sem resposta, e, por mais que vivido 385 formas diferentes de saudade,
ela sempre dói como se a gente nunca tivesse dado um adeus, e seria
tão mais fácil lhe dar com isso se a gente soubesse o que fazer...
No mais, há coisas na vida, que por mais que sentidas 385 vezes,
nunca perdem o costume de levar uma parte de nós e nos machucar.
São coisas dessa vida...
Comentários
Postar um comentário