Andares
Tenho respirado novos ares
nadado em novos mares
conhecido novos lares
com algumas pessoas, feito amizades
com outras, inimizades
Amorosamente, um desastre
No trabalho, me dedicado às minhas artes
Em casa, feito a minha parte
Confesso, tenho sentido saudade
de ficar na praça até tarde
rindo milhares
Folhas no sutiã indicam mensagens
“A noite foi boa, amanhã vamos à uma boate?”
open bar a vontade
se beber muito, te peço, não me maltrates
Subúrbia foi boa, mas não aproveitei nem a metade
Deitada, tão fora de si, que poderia jurar que estava em Marte
Coragem
Às 7 horas da manhã, levantastes
perdi minha noite, mas não fostes meu descarte
me perdi ao tentar salvá-la, fui covarde
2017 foi o meu ápice
Eu tava no auge
Se virasse um livro, venderia tantos exemplares
acho que o nome do livro seria: “2017 e suas várias fases:
A mudança drástica na minha vida pós faculdade”
Tenho boas histórias, vivi muitas oportunidades
Ó tempo, ganhei sequelas que tu ainda não apagastes
Sinceramente, fui marcada por momentos pessoas e lugares
Mas confesso, que mesmo se eu pudesse voltar no tempo jamais mudaria o roteiro dessa história marcada por tantas “ares”
Nem Quentin Tarantino teria tanta criatividade
Pra permear tantos roteiros sobre nossa cumplicidade
“Quem te mandou mensagem” tanta possessividade
No fim, tivemos perdas irreparáveis
Mas eu te confesso, mais uma vez
que eu adoraria que tivéssemos sido intermináveis
(Quero que saiba que fico bem em te ver seguindo em frente, mesmo que não seja comigo. Eu quis tanto que tivéssemos dado certo mas não demos, e se tiver outro alguém que saiba cuidar de você, posso seguir em frente em paz, mesmo que isso me maltrate por dentro, tudo isso tem me feito madura. Ter te deixado ir ainda rasga o meu peito, mas não é sobre minhas dores, é sobre o certo a ter sido feito. E é isso, se cuida)
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