A árdua caminhada de quem nunca se acostumou com estradas
Faz alguns anos que não nos vemos? Acho que esqueci o som da sua risada e de como ela soava em meus ouvidos, talvez eu esteja delirando, mas seu rosto me aparece apagado em minhas lúcidas lembranças...
Talvez faça menos de um milenio que nao te sinto, que o seu abraço deixou de ser meu refúgio, acho que estou delirando, mas sua ausencia arde feito fogo em minha alma, e que parece que sua partida não tem volta e me desespero ao pensar em nunca mais te chamar de minha? Afinal, o que são reais despedidas pra quem se acomodou com a incerteza de tantas voltas?
Eu preciso, nem que seja pela porra de um segundo, sentir o calor do teu abraço em mim, não quero morrer estilhada em uma estrada chamada "nós" onde eu caminho procurando por você sem acha-la.
Eu nunca estive pronta pra te ver ir embora, e você parece cada vez mais longe, e eu já estou perdendo você de vista, desesperada, eu te grito: Volta!
Que, parafraseando Johnny Hooker "o caminho dessa dor me atravessa" e a estrada tem sido dificil de seguir.
Você pode segurar a minha mão e me ajudar a levantar? Você me reergueria daqui? Você foi a minha maior riqueza de quem não tem centavos pra contar, eu juro, solenemente, nunca mais me conformar com suas partidas, afinal, a sua estrada se torna destinta da minha com a plena certeza de que, caminhos opostos tornam-se destinos concretos com a unica certeza de que caminhos cruzados são apenas infatizações ilusórias de quem, no fundo, nunca soube partir...
Texto dramatúrgico embalado por "High By The Beach" de Lana Del Rey.
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