Desvirtudes de partidas

Madrugadas vazias
Dias em que invento coisas pra me ocupar e não pensar no seu corpo sem roupa abraçado ao meu
Tardes entre um profundo sono e uma vontade de te ligar, de descer a rua e te gritar uma infinita sequencia de "estou desesperadamente sentindo sua falta"
Meu fôlego é a base de baterias que só você carregava, minha tristeza de verão.
meus dias estão seguindo, sigo firme existindo e buscando o que pretendo chamar de meu
Você não estar aqui seria um bom motivo para dormir e não acordar nunca mais, não me refiro a morte, mas que eu só acorde quando você estiver aqui, minha tristeza de verão.
Fins de semana se equiparam a beiras de precipícios que eu juro que só queria me atirar e cair... Em seus braços tão aconchegantes e confortáveis quanto um lar, meu abraço-casa, por onde estás que não estás aqui?
Eu poderia dizer que meus dias estão monotamente monocromáticos? E que a vida vai seguir mesmo sem vida, e que eu prometo que farei por mim tudo o que havia pedido, e que acharei um motivo pra sorrir mesmo que a razão seja a incerteza de te ter de novo...

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